Actividades do Centro Nacional de Dados Oceanograficos 

 

Figura 1- Àrea de Interesse Nacional para a colheita e analise de dados

 

Analise e controle de qualidade de Dados

A gestao de dados marinhos requer o controle de qualidade destes. É frequente notar-se que a melhor maneira de se fazer o controle de qualidade de um conjunto de dados é analisa-los, porque a analise dos productos geralmente revela os problemas com os dados.

Introdução

Os dados usados para esta análise foram obtidos do World Ocean Database 2001(WOD01). O sistema de “recuperação” do WOD01 baseia-se num critério de selecção para a pesquisa de dados. O critério de pesquisa de dados inclui o seguinte: área geográfica; datas de observação; tipos de instrumentos usados e variáveis medidas.

Para os dados de Moçambique foi usada a área geográfica, 8°N, 30,1°S, 45.5°E e 31°O. Estes dados cobrem uma área acima dos 5000m de profundidade. Em termos de data de observação os dados compreendem um período de 1774-2001. Para esta amostra usaram-se dados de “CTD” e “Bottle”. O CTD mede a Condutividade, Temperatura e profundidade. Bottle (garrafa) refere-se a dados obtidos de amostras de garrafas de água, tais como as garrafas”Nansen” e as “Transparent Plastic” Nansen (TPN). Estes são pequenos instrumentos usados para coletar água do mar e fazer análise da componente química dessa água.

Com estes dados do WOD01 fez-se análise para a área geográfica acima referida, secções de CTD; perfíl de CTD; Bottle e linhas de CTD a superfície. Estas análises foram feitas com o programa Ocean Data View (ODV) que é uma ferramenta para análise de dados oceanográficos e seguiram-se instruções do Ocean Teacher, guião de gestão de dados oceanográficos, site: http://ioc.unesco.org/oceanteacher/ .

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1. Seccões de CTD

No mapa que faz parte da figura 2 pode-se observar que o WOD01 tem dados de CTD ao longo ou próximo ao paralelo 25º. O paralelo 25º, no canal de Moçambique é uma zona preferida para realização de cruzeiros de investigação científica.

A figura 2 mostra que a profundidade máxima para as linhas de CTD é 3800m.

A temperatura apresenta a mesma variação de estação ( as colunas verticais) para estação a medida que nos afastamos da costa. Atinge o seu máximo, 20°c, entre as profundidades 0- 200m e minimo entre as profundidades 1200-3800m.

A salinidade tem uma variação media entre 34.6 e 35.4 (psu). O mínimo de salinidade, 34.5(psu) verifica-se na faixa 500-2000m de profundidade. 

O oxigénio tem uma variação média entre 3.5 e 5 (ml/l). O mínimo, 3.5(ml/l) verifica-se à superfície e entre as profundidades 1000- 1800m. As estações mais afastadas da costa apresentam maior concentração de oxigénio.

Nesta secção de estudo, com 11 estações, nota-se a presença de duas massas de água distintas:

Massa de água subtropical superficial que é associada a salinidade máxima a cerca de 150m de profundidade.Esta forma-se no centro do giro subtropical anticiclonico e daí propaga-se para formar o máximo de salinidade na camada superficial, entre 0 e 200m de profundidade (http://www.fao.org/WAIRDOCS/FNS/FN130E/ch07.htm).

Massa de água intermediária da Antartida com 6.5-7ºc de temperatura e salinidade abaixo de 34.6. Formada da mistura da salinidade baixa proveniente da frente polar Antartida, águas frias e águas quentes de salinidade alta proviniente do norte do canal (http://www.fao.org/WAIRDOCS/FNS/FN130E/ch07.htm).

 

 

Figura 2- Secções de CTD

 

 

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2. Perfíl CTD

O “perfíl espalhado” na figura 3 mostra a distribuição para os seguintes parâmetros: temperatura, salinidade e oxigénio.

Este tipo de figuras em ODV permitem analisar a qualidade dos dados, estes dados têm boa qualidade pois obedecem a uma curva padrão.  

A temperatura geralmente decresce rápidamente, até aos 1000m e passa a decrescer lentamente. Assim o óxigénio dissolvido, (ml/l) aumenta quase aos 1000m, a esta profundidade verifica-se o máximo de concentração dos nutrientes (Open University, 2001).

 

Figura 3- Perfíl de CTD

 

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3. Bottle

O mapa da figura 4 ilustra a destribuição superficial de temperatura, salinidade, oxigénio e fosfato.

A temperatura varia de 22°c a 30°c.As águas apresentam-se mais quentes a partir do paralelo 20°c para o Norte. Ao longo deste paralelo verificam-se mínimos de temperatura, facto que influi no óxigénio que terá o seu máximo nesta zona, precisamente entre as longitudes 38- 42ºc. O máximo de oxigénio nesta zona pode levar a presença de matéria orgânica, a decomposição desta requer oxigénio.

A salinidade varia de 35.0 à 35.75(psu). A sul do paralelo 20°c encontram-se águas mais Salinas.

O oxigénio varia entre 4.5 e 5.0(psu), tendo a maior concentração entre as latitudes 23° e 26° .

O fosfato varia entre 0.1 à 0.2(mol/l). A concentração máxima verifica-se ao longo do paralelo 24°40’.

Figura 4 –Bottle

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4. CTD Superfície

As linhas de CTD a superfície, figura 5 indicam a tendência dos parâmetros a profundidade de 0m.

A distribuição da salinidade a superfície tem uma variação média  entre 35.45 e 35.55(psu). 

A temperatura a superfície tem uma variação média entre 23°c e 24°c. 

O oxigénio a superfície tem uma variação média entre 4.55 a 4.95(ml/l). Este é geralmente supersaturado a superfície.

 

Figura 5- CTD a superfície

 

 

 

 

 

 

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